Tentei só ouvir, tentei olhar de outro modo, compreender sem preconceito, mas não teve jeito. Amo o Chico Buarque, todo mundo sabe, mas não pude resistir: Chico sem camisa no primeiro plano é UÓ. Depois de ouvir a voz conhecida falar com carinho “amor que não foi utilizado porque não foi correspondido, ele fica ímpar pairando ali, esperando que alguém o apanhe e complete a sua função de amor” o que você menos espera é ver o ombro nu do Chico saltando na tela.
Destaque ainda para os olhos miúdos, a expressão de garotão de praia e a séria de amassos dos casais.
Vídeo de 1993. É por essas que eu insisto que os anos 90 ainda receberão o seu lugar de destaque entre as décadas bregas da história. Para mim, vence a de 80 fácil, fácil.
domingo, setembro 23, 2007
Futuros Amantes
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quinta-feira, setembro 06, 2007
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terça-feira, setembro 04, 2007
Mainstream daqui pro futuro
Deu na
Patu Fu
"
Em paralelo quase cronológico, Marcelo Camelo grava um acústico MTV com a ex-dupla de irmãos Sandy e Junior.
Especialmente para quem... ah. hamm. Não sei. Pra quem achava Los Hermanos muito indie?
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sexta-feira, abril 20, 2007
enquanto dorme
Há poucas
E
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sábado, janeiro 13, 2007
do como o pouco é suficiente
Tudo (TUDO mesmo) que eu preciso para ser absurdamente feliz hoje é de um gramado fresco com vista pro céu e de duas ou três frases de amor.
Isolamento (do mundo) é o que há.
S2
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sexta-feira, janeiro 12, 2007
é só saudade, mas (Ah! vocês conhecem essa música)
Sabe, esse negócio de saudade é interessante. Ruim (horrível. Não pense que gosto), mas há momentos divertidíssimos.
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terça-feira, dezembro 26, 2006
Inquietudes
Estava (estoy) pensando hoje no que cria a identidade humana e que possibilitaria uma ação coletiva, ou, quiçá, um sentimento de coletividade. Esta foi a pauta das minhas últimas conversas de bar e o período solitário das férias tem me ajudado a pensar sobre. Essa fase das minhas férias tem sido deveras produtiva (e engordante, confesso) apesar de que os habituais 30° C reduzem à metade minha já limitada capacidade intelectual.
Tentei encaixar uma porção de características humanas na frase “ser humano é...”. Busco algo mais intrinsecamente humano do que aquela série de conceitos biológicos do qual só os cientistas se lembram. Mamífero, bípede, telencéfalo altamente desenvolvido, polegar opositor... Só recordamos que nada mais somos que animais quando precisamos justificar algo. Uma falha moral, geralmente. (me eximo de discutir moral, ética e valores aqui pra não me perder ainda mais).
Após algumas falácias voluntárias em busca da característica unificadora, da síntese humana, descobri (Ou, conforme espernearia Niezsche, inventei uma verdade cômoda pra saciar minha busca) que o que nos identifica como gente é a crença. As crenças são variadas, lógico, mas são elas que colocam sentido na vida (ou nisso que chamamos genericamente de vida)
As vidas são projetadas para a conquista de um objetivo final que é integralmente baseado naquilo que temos como crença maior, valor central. Acreditar na conquista de algo é o legitima as desventuras diárias.
Talvez essa, que para mim é a característica comum a qualquer homem, seja o que mais nos divide.
Acreditar no dinheiro como valor central (possibilitador de felicidades) e o que legitima uma vida de trabalho ou três combinações diferentes na loteria. Acreditar em outra forma de organização (outro mundo é possível) é o que legitima cada pequena luta.
De novo.
É engraçado como eu sempre me perco na linha disforme do meu raciocínio.
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domingo, dezembro 24, 2006
Três moças e o Natal
-Boa
...
-Poutz! Tem rolha. E Agora?
...
..
.
As outras se reúnem na cozinha ao som dos primeiros “não vai”, “não entra”.
As três se revezam, e só a mais velha consegue algum avanço.
-Pronto! Agora é só puxar.
-Puxa aí.
-Tenta você.
...
-Espera. Segura a garrafa que eu puxo.
-Tá!
-Ei. Vai espirrar em mim.
-É só puxar pra cima.
-Eu tenho medo.
-Eu também.
...
-É! Ta saindo.
-Ham... err... Na verdade, não.
Vai ser mais fácil!
- Arrrrr
-Isso, isso. Senta aqui.
-É, e enrola isso na garrafa pra não gelar suas pernas.
-Tá pronta?
-Tô.
-Espera, espera! Vou ajudar a segurar a garrafa.
*PLOC*
-Eeeeee!!
-Pega os copos!
-Esse vai ser o melhor vinho da minha vida!
-Vamos brindar!
-À emancipação feminina e a nossa independência dos homens para abrir garrafas de vinho!
- Ao Natal!
-O que é que você queria? Rum?
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terça-feira, dezembro 19, 2006
não sei.
Perguntaram por aí se meu blog havia morrido e por alguns dias (não aqueles, nem os últimos) eu achei que o motivo pelo qual cismei de inventá-lo havia, sim, ido embora. Se as misérias não haviam sido extintas, estavam, ao menos, no meio do processo. Tal qual as tartarugas da Amazônia. Havia esquecido que isso que nós torna humanos é exatamente o remoer sem fim. Se não remoemos relacionamentos passados, remoemos projetos ou idéias passadas. Se não nós irritamos com a correria, é o marasmo que perturba.
Eu sei que são linhas bastante simplistas. Psicologia barata do eterno descontentamento humano.
Sua mãe te diz isso há anos e nunca precisou de um blog.
Há uma frase em um muro em frente do qual eu passo todo dia dentro de um ligeirinho. É uma dessas frases simples, com moralismo meio boboca, mas eu gosto. Acho que é cheia de significados obscuros mais complexos e é meu divertimento maior rele-lo, todo dia com um significado: “Você se enche de muitas coisas e continua vazio?”.
É isso, não é?
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sexta-feira, setembro 29, 2006
Encontrei, postei. É de setembro.
No final das contas (ou nas contas finais) tudo continua muito próximo do que sempre foi. Eu ainda digo as mesmas coisas e fujo do mesmo modo.
Acontece e é sempre da mesma forma.
As frases são sempre muito parecidas. Inspiradas nos mesmos autores, nos mesmos filmes.
Os sorrisos são sempre muito parecidos. Todos eles entre o constrangimento e a alegria contida. Tudo é tão parecido que torna óbvio o que só deveria ser espontaneamente diferente.
Parece ingenuo e deve ser isso mesmo.
Deve ser culpa dessa ingenuidade simulada resultado da dicotomia incomoda que há em mim.
Uma parte de mim sabe e compreende que as coisas são assim. A outra parte, aquela que diz "óun" quando vê casais idosos felizes, não compreende e se irrita.
Não deveria ser assim.
ô, Shakespeare, faça algo por mim.
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sábado, setembro 16, 2006
ê laiá
Eu odeio essa minha mania terrível (doentia, psicótica) de preferir as mentiras piedosas às verdades conflituosas. Queria ser forte o bastante para pedir: “A verdade, por favor. Eu agüento”. Mas, na hora final, eu dou um dos meus sorrisos fugidios e imploro mentalmente por um pouco mais de nada.
Acontece continuamente, mas sempre me impressiona. Mesmo depois da verdade estampada, eu ainda me descubro com um daqueles pensamentos “Era só não ter entrado nesse assunto”.
Como uma estudante de jornalismo pode gostar tão pouco da verdade e ser tão amante do “me engana que eu gosto”?
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Percepções da bancarrota
Quando o que você escuta não é nem o clássico “eu gosto muito de você, mas é como amigo”. O que você recebe na hora final é um sincero, carinhoso e profundo “te amo como a uma filha”.
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quarta-feira, agosto 16, 2006
Hoje é seu dia, Solteiro.
Não sei se você sabe (espero sinceramente que não), mas hoje é o dia do solteiro. Fiquei sabendo, assim, ao acaso e tratei logo de espalhar. Meu objetivo era comemorar o dia parodiando o comportamento dos casaizinhos no dia 12 de julho. Combinei de comer bombom com uma amiga, só fui pra faculdade por causa do Cacos e quase me mandei flores.Resultado da minha tentativa de simulação: Fico sem chocolate, passo a tarde toda ouvindo coisas como "é ótimo ter um relacionamento duradouro porque você sempre tem alguém com quem contar" e termino o dia com uma frase que escutei no seriado global A Casa das Sete Mulheres (ao acaso também): "Não torne fugaz o que pode ser eterno".
Pra completar, só se eu colocasse coldplay na playlist e jogasse minha franja (mais) pro lado.
Mas hoje é um bom dia. Um ótimo dia. É meu dia.
Parabéns, Solteiros.
Vocês são o Oceano Pacífico.
Contra-argumento do dia: Também não torne eterno o que pode ser fugaz.
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segunda-feira, agosto 14, 2006
costumava ser
"- Você já foi mais articulado.
(...)
- Você já foi mais objetiva.
(...)
- Você costumava ser menos objetivo. "
Nós costumavamos ser menos óbvios.
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Daqui é assim

Daqui de cima, na minha posição confortável de observadora (e, às vezes, juiza) do mundo, tudo me parece muito fácil. Os problemas todos parecem tolices, coisas que se resolvem com um bom empurrãozinho. Colocar todas as engrenagens pra funcionar e todos os trens descarrilhados de volta nos trilhos não dependeriam de nada além de boa vontade.
Fácil, prático e simples.
Então eu saio do meu lugar e desço os 18 andares que me separam do resto do mundo. Lá embaixo, no mundo, as coisas são menos lógicas e nítidas.
Quando faço parte do mundo, não consigo mais avaliar. Julgar torna-se algo mais impreciso e tolo que viver.
É aí que eu me perco. Sempre.
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domingo, agosto 13, 2006
hugr
Você passa a vida toda odiando a sua irmã mais velha. Deseja que ela seja sequestrada por ciganos, que seja expulsa de casa, que fuja com o namorado que ela não tem.
Até que um dia ela decide estudar fora, assim, numa boa. Decide sair do campo de batalhas por vontade própria e te deixa com a nítida sensação de que você conhecerá a felicidade plena. Será a senhora do controle remoto. Terá o sofá do centro da sala, os doces e todas as facilidades que os filhos únicos têm. Finalmente, você é a única filha da casa (em família com três filhos isso pode nunca acontecer).
Você permanece no extase até que ela entra no ônibus e acena pra você. Durante o aceno tranquilo do ser que fez da sua infância um inferno, você sente que vai sentir saudade e chora.
Dez minutos, no máximo, mas você sabe que não importa a duração. Você sabe que depois daquela cena ela nunca mais vai te respeitar. Ela já descobriu que você gosta dela. Agora ela levará suas roupas pra casa sem medo, pedirá favores sem escrúpulo algum e te fará confidências sem temer chantagens.
Só quando você pára pra pensar em como a sua irmã, aquela que passou hipoglós na tua cara, tá aqui experimentando seu guarda-roupa inteiro, é que você lamenta: "merda, podia ter ficado em casa naquele maldito dia".
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duh
Eu fiz 3 textos para o blog. TRÊS!
E julguei cada um deles impublicável.
Eu não sei bem qual era o problema com eles, porém algo me fez chegar a conclusão de que não era por aquela linha de escrita que eu gostaria de representar as misérias da minha vida.
Censores seriam mais generosos.
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